Vento mensageiro!

domingo, 28 de dezembro de 2008


Boas sensações enviadas pelo vento, como relento!
Por aquele mensageiro que não vemos
Porém, às vezes, pela sua força o percebemos!
Entretanto sua leve brisa certamente nunca esquecemos.

Sendo volátil não se pode esperar
Pois são passageiros; livres!
Pensamentos soltos traduzidos em leveza
Algo cheio de pureza do amar
E que nos traz sempre aquela velha vontade de voar!

Sei que o que é bom por dentro é melhor de fora
Algo para ser passado para os amigos
O real sentido dos ventos: serem mensageiros!
E através dele envio a ti como um delicado assopro
Algo que vale muito mais que ouro!
Para te guiar e ensinar...
Como é bom poder voar!

"...o poema que ganhei de presente de um menino - moço, com o coração travesso, cheio de sentimento e bem querer: Herácliton Caleb"

Natal do Coração

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!...

Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador.

Não retenhas, assim, a riqueza do coração que podes dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!

Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz de banhe a vida.

Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto!. Com Ele, inflamarás de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão...

Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!...

Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?

Natal no mundo é a epopéia do reconhecimento ao Senhor.

Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.

Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.

Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia...

Mas, usando tão-somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converteu-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.

Meimei
Do livro "Antologia Mediúnica do Natal"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

As pessoas grandes adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que coleciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma idéia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"



a dura realidade passada pelo meu Pequeno, Grande Mestre!

Frase do Dia: Se você não encontra o sentido das coisas é porque este não se encontra, se cria." (Saint-Exupéry)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

sábado, 13 de dezembro de 2008


Se sou amado,
quanto mais amado
mais correspondo
ao amor...

Se sou esquecido,
devo esquecer também,
pois amor é feito espelho:
tem que ter reflexo!

Pablo Neruda

...e no meu doce novembro

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nesse novembro muitas coisas aconteceram, o vento soprou diferente, o calor tirou um suor de prazer do meu corpo, as flores estavam mais presentes e a canção tocou na hora errada. As pessoas entram e saem da sua vida de uma forma inesplicável e é bom poder aprender (*depois de duras penas) que cada uma tem um valor significativo em nossa história, conseguimos crescer aprendendo com o que fizemos! Mas como tudo que começa, tem um meio e um fim...seja ele poético, triste ou feliz: Novembro acabou! Com ele o vento sopra para o outro lado, o calor é substituído pelo frio, e as flores; as flores...para minha alegria existem no mesmo lugar! Intactas! Porque o meu maior amor, é o amor por mim mesmo! O meu amor primeiro!


"...fique em silêncio, deixe o amor entrar...prá que tanta pressa de chegar?"

...e me disse Elis Regina:

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


"Nessa hora e meia, a gente vai falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção. Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do amadurecimento. Da raiva. Essas coisas todas que foram transformando a gente. Que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta de cachaça, etc...Mas, que melhorou o jogo de cintura, aprimorou o físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a respiração quando o cheiro não é dos melhores. O concerto é isso aí. Devagarinho vai se levando. Prá no final, a esperança ser posta na berlinda, de novo. Esperança de vida nova. Esperança que pinta, mas já com a certeza de que a gente tem que cavar. Tem que tomar, Na marra...rindo, se possível."

Obrigado pelos 3.000 vôos constantes e cheios de carinho...Bons ventos!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Criança


Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento.

Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Quer me entender?

Não precisa. Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não

gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Criança não liga pra preço, não liga

pra laço de fita e cartão de relevo. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Eu caminharei para longe até que minhas coxas estejam imersas em flores ardentes, pegarei o sol na minha boca, e saltarei no ar maduro, vivo, de olhos fechados para açoitar a escuridão. Nas curvas dormentes do meu corpo, penetrarei com dedos de suave domínio. Com a castidade de gaivotas, completarei o mistério da minha carne.

E.E Cummings