sábado, 31 de outubro de 2009
Era uma vez um menino que escolheu viver sozinho,
cansado de procurar nas pessoas o que nem ele mesmo sabia, resolveu se entregar a solidão e deixar seu coração fechado, para que nem mesmo a tristeza ali entrasse.
um dia, enquanto andava sozinho pela rua, um pequeno pedacinho de cor chegou em seu ombro, e ele espantado observou: era uma borboleta (...) puxa, ele havia esquecido de como elas eram bonitas e simples, então abriu um sorriso e deixou ela paradinha ali, lhe fazendo companhia.
por muito tempo o menino observou a pequenina borboleta, e ela teimosa não saia do lugar de onde se instalou.
Ela o fazia feliz ... e ele a ela também.
mas por um momento ele começou a se preocupar: "E se um vento forte vier? E se começar a chover? E se ela resolver ir embora? Vão pensar que eu sou maluco, por andar com uma borboleta no ombro?
a preocupação foi tanta que aos poucos o fez esquecer da felicidade que ela trazia consigo ao seu coração, e com o passar das horas o menino ficou tão nervoso com medo dos riscos que teriam de enfrentar, que a borboleta acabou sentindo que o preocupara e resolveu voar livre naquele mundão de céu.
Ele se entristeceu, outra vez ele se sentiu sozinho, e se perguntou porque a felicidade tinha que ser tão rápida, tão frágil e preocupante?
ora ora meu menino, preste atenção: a felicidade estava aqui, simples, tal qual uma borboleta que preferiu teu ombro, ao céu azul e claro daquele dia, porque com certeza ela sentiu que você era especial. Ela te fez companhia, te trouxe alegria e você preocupado demais acabou deixando de viver um dos momentos mais belos que o seu destino lhe trouxera.
o menino percebeu o quanto foi tolo em não ter aproveitado inteiramente daquele momento tão único em sua vida, e me fez uma pergunta:
- Porque a gente se preocupa tanto? Será que com gente grande também acontece isso?
disso eu não soube responder, porque minha alma de menino ainda não quis entender.





