Lelahel - o anjo do passarinho
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Contar Histórias é Doar o Que se Tem de Melhor no Coração
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Talvez você nunca tenha ouvido falar nos Contadores de Histórias, mas eles são seres encantados que povoam o mundo real e levam encantamentos e poesia para todas as pessoas. O Contador é Senhor do Tempo e usa as histórias para revelar verdades da vida.
Desde o início dos tempos, o conhecimento era transmitido de forma oral pelos homens primitivos. Sentar em volta do fogo, ao redor de uma mesa, em bancos de cozinha vinham sempre acompanhados de histórias. Mas, com o advento de novas tecnologias, este hábito ficou adormecido por muito tempo, e o homem desaprendeu a ouvir.
Há algum tempo, entretanto, o resgate da tradição oral vem ganhando força, e a cada dia surgem novos contadores de histórias. Grupos se formam, e essas pessoas, que foram um dia chamadas de povo encantado, voltam a habitar o mundo.
O trabalho dos Contadores de Histórias tem o objetivo de resgatar a tradição oral e o ensinamento contido nas histórias. De forma sutil e agradável, eles têm o poder de conduzir os ouvintes a mundos encantados.
O conto ressurge com intensidade nas escolas e passa a ocupar vários espaços alternativos. Hoje se conta histórias em hospitais, bibliotecas, empresas, bares, restaurantes, praças, palco etc. em qualquer lugar onde existam pessoas dispostas a emprestar seus ouvidos generosos para ouvir e se encantar com um conto, pessoas com o coração aberto para aprender e ensinar.
Surge a figura do contador "Profissional". Essa "profissionalização" é extremamente positiva, gerando um cuidado com a linguagem, com a seleção dos contos e com a adequação do conteúdo. Mas, o risco de se tornar mais um instrumento de massificação é muito alto. O uso de adereços como fantoches, fantasias, cenários, pode e deve ser feita, mas de forma cuidadosa, pois "contação" de histórias não é teatro.
O contador de histórias tem uma missão que não pode ser abandonada ou feita pela metade. Quem começa a contar não pode nunca parar, pois desempenham um papel fundamental para que o mundo seja mais mundo, que a vida seja mais vida e para que nós sejamos mais humanos.
A intenção do contador de histórias tem que ser muito clara. O conto deve ser doado ao ouvinte. Para que isso aconteça, é necessário que haja uma completa integração entre conto e contador, que um esteja apaixonado pelo outro. O processo de escolha do conto é bilateral, tanto o contador escolhe o conto, como o conto escolhe o contador. A história precisa fluir através do contador, que passa a ser um instrumento deixando que a mensagem saia de seu coração para o coração dos ouvintes.
Adriana von Krüger
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Amor Maiúsculo
segunda-feira, 21 de maio de 2012
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A Obrigação!
domingo, 4 de março de 2012
Isso pode parecer um monte de palavras sem sentido de um rapaz um tanto estranho, de humor delicado e um papo antigo mas, na verdade, usarei as palavras para colocar um pouco do sentimento que tenho no coração pra fora.
Dedico esse texto para as pessoas que estão comigo fielmente nessa jornada, não poderei citar nomes, como um ser humano medíocre poderia esquecer alguém e isso seria uma injustiça, o que faria a força desse texto se perder.
Digo com todo o meu carinho que tenho pessoas mais que "especiais" pessoas que comigo geraram uma energia que irradia luz por todo lado, pessoas das quais em pensamento estou ligado, que quando assistem a Xuxa ou veem uma pessoa especial se comunicando com as mãos, as vezes lendo uma poesia, um vídeo, e até comendo paçoquinha, lembram de mim.
Lembrar de mim, é estar comigo, e isso não depende da proximidade física, se existe amor, estamos juntos, por isso justifico o título como uma obrigação de leitura, algo que faça entender claramente que as palavras a seguir fazem parte de uma declaração de amor, minha a vocês
(...)
Eu tenho pessoas do meu lado que são de fato, presentes de Deus, gente que me viu chorar por amores, por febres ... de alegria muitas vezes, gente que não imagina a dualidade que eu vivia quando eu era um menino e do mundo sabia pouco, e mesmo assim parou para tentar entender o que eu queria dizer, gente que me ajuda a ser mais passarinho, leve, cantante e com vontade de voar.
Hoje a tristeza me levou a escrever esse texto, e nesse momento, percebi que consigo transformar ela em alegria; um papo suicida que me impulsionou a vida com um leve toque de Deus, sim, é ele que me inspira quando se materializa nesses seres de luz: meus amigos!
Queridos (e essa não é uma palavra banal, são queridos porque eu os quero muito bem!) por vocês a luta segue, e se um dia eu precisar me matar, farei isso com muito trabalho, assim consigo ter muito dinheiro, e poderei comprar uma fazenda, viver melhor com a família e com um amor, que esse mesmo Deus está preparando para mim, pertinho da natureza, dos bichinhos, fazendo festas, celebrando a vida! Buscando cada um de vocês em sua casa para dividir comigo um pouco das coisas simples.
A gente pode (e deve) fazer história, temos sempre dois caminhos, e o meu com certeza eu vou trilhar para que um dia sirva de lição a outrem, pessoas que perderão cinco minutinhos para ler uma junção maluca das letrinhas aqui despejadas, fazendo sentido a suas experiências, de um jovem com sentimentos a flor da pele, ou melhor aflorados na ponta dos dedos.
Tudo sempre foi muito difícil, e vai continuar sendo, o importante é ter um ao outro, saber que em algum lugar desse planeta tão maluco, existe um ser humano que deseja Bons ventos a desconhecidos, que ouve qualquer um que venha conversar, que sorri para as pessoas, pergunta o nome, que ouve música velha, lê coisas velhas, assiste novelas velhas, filmes velhos, e tem o sentimento mais velho de todos: O amor, que só se renova em vocês.
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Filipe Macedo, cinco anos, 1991. |
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No frigir dos ovos
sexta-feira, 2 de março de 2012
sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão
seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de
um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato
por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Ainda que a água salgada
faça nascer mil espécies de frutos,
abandona todo amargor e acridez
e guia-te apenas pela doçura.
É o Sol da revelação que opera todos os milagres:
toda árvore ganha beleza,
quando tocada pela luz.
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A menina e o passarinho
sábado, 11 de fevereiro de 2012
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
“- Tenho que ir”, ele dizia.
“- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar….”.
“- Eu também terei saudades”, dizia o pássaro. “– Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“- Ah! Menina… Que é que você fez?
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram- se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Abriu a porta da gaiola.
“- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar…”
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Postado por Filipe Macedo às 23:10 0 comentários
Eu sei, mas não devia
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Eu sei que a gente se acostuma... Mas não devia,
amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo de viagem... A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia...
A gente se acostuma à poluição: às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro; à luz artificial de ligeiro tremor; ao choque que os olhos levam na luz natural; às bactérias da água potável; à contaminação da água do mar; à lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir os passarinhos; a não ter galo de madrugada; a temer a hidrofobia, os cães; a não colher fruto no pé; a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deve e de que necessita. A lutar por ganhar o dinheiro com que paga e pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma... A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
- texto de Marina Colasanti.
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Um segredo de Deus
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Eu, insignificante menino passarinho tentando sempre voar, mesmo sem ter as asas, tão facilitadoras desse sonho, consigo pequeno mesmo, por uma brecha que o danadinho Deus me deu.
Descobri um segredo seu!
aprender e compartilhar isso se tornou então uma missão, daquelas bem especiais, é uma coisa tão linda e simples que talvez, outros já tenham dito, e dependendo de quem diz, eu sei fica difícil acreditar, talvez você também não acredite nas palavras de um pássaro, miúdo em sua existência, mas garanto, de tão sapeca que sou, tive coragem e fui atrás dos segredos de Deus (...) e o que eu descobri, pode mudar sua vida.
No meio de palavras descobri, que quando Deus nos matricula nessa vida para aprender um pouco sobre a matéria que precisamos, temos durante ela muito que "penar" às vezes é difícil entender uma lição, e o livre arbítrio pode fazer com que tudo fique confuso, assim, nem sempre nos guiamos pelo caminho correto (...) "PORÉM" , e destaco esse porém por acreditar que ele é muito importante nesse texto, temos no momento do sono, uma espécie de bálsamo para qualquer sofrimento causado por nós ou por qualquer um, no sono, ou melhor, no sonho (...) voltamos ao nosso meio, podemos lá encontrar as pessoas que compartilham toda uma existência, que vai além desta, isso mesmo, da verdadeira vida eterna!
É no momento do sonho que o nosso espírito deixa o corpo descansando e vai viver a vida dele, exercer suas atividades, ajudar as pessoas, ser divertir (...) podemos imaginar que é como a hora do recreio, durante o dia nessa escola que é a vida.
E digo mais: quando a gente acorda e lembra do sonho, mesmo que seja uma coisa inverosímil, que não poderia ter acontecido nunca, batata! Aconteceu sim! É que somos tão pequenos e ignorantes sobre as coisas do outro mundo, que não podemos ainda com essa consciência entender o que se passou.
Quando descobri isso pensei "uau" é no sonho que posso ter um encontro com as pessoas que de verdade, fazem parte do meu caminho. Isso diminuiu a pressa que tenho às vezes de poder estar lá, e encontrar a outra parte do coração desse passarinho, sim, porque se existe mesmo um amor verdadeiro, e se ele é parte de mim, não importa mais, se aqui não o posso ter, o que importa mesmo é que vou encontra-lo seja nos meus melhores sonhos, ou no momento em que o passarinho bater asas e ver tudo lá de cima, como antes acontecia
(...)
Por isso, menino ou menina bonita que ler isso, sonhe para existir, sonhe para amar ... é no sonho que a verdade acontece!
segredo contado, missão cumprida, quando descobrir mais das meninices de Deus, volto ... voando!
Fm
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12 querendo ser 11
domingo, 8 de janeiro de 2012
Ninguém me entende!
os olhares voltam com espanto, às vezes tristeza,
e o cansaço do dia-a-dia; é tarde, bobeira pensar amar nessas horas.
Ouço no radinho a Celine Dion, ela sem saber, grita em canção o que eu queria gritar mas não posso
(eles não permitem).
Como todo mundo que prova o lado triste do amor, morro um pouquinho a cada dia, tentando disfarçar
(...)
quem dera menino conseguir dividir meu amor em duas partes,
te entregar uma dentro de recipiente de vidro, enfeitado com um lindo laço de fitas, uma cartinha e um bombom, assim meu tanto amor poderia servir aos dois.
E desse amor, retribuído por você
sonharia com aquele beijo antigo, um olhar doce e a promessa de nunca mais sair daqui,
Com a luz que ascende brilho dos olhos, eu voltaria a comemorar o aniversário e também os desaniversários de um amor tão especial ...
Sobraria amor para isso? Se você soubesse o que construiu dentro de mim, não se surpreenderia com a minha resposta: - Sim!
Hoje pedirei a Deus para voltar no tempo, e o 12 ser 365 dias passados, se transformando no sonho de 11.
07 de janeiro de 2012.
Postado por Filipe Macedo às 00:55 0 comentários